sexta-feira, 17 de julho de 2009

Infância, Liberdade e Carência

Não, não, não.

Não me venha com essa que de que são marginais, destinados aquele fim triste.

Não, o menino pobre não vive só de sofrimento.

Me recuso acreditar nessa realidade. Criança é ser inocente, não sabe o que é pobreza, ela só sente, mas não sabe ainda o que é.
Eu mesma testemunho. Não fosse assim não teria conseguido extrair aqueles mais sinceros sorrisos.

Ele e criativo, inventa seus brinquedos, claro, não podia ser diferente. Daí eu fiquei curiosa, quis saber também como era estar alí, descalça - não só de sandálias, mas principlamnte descalça de preocupação, de medos, de preconceitos. Aquelas mãos pequenas, não raro, sujas me conduziam. E eu me deixei levar naquele morrão de terra, onde os meninos se atiravam com tanta alegria.

Quando me lembro daqueles olhos. Como me impressionaram, fazia tempo que não via um par como aqueles.
Me impressionaram o tamanho deles, a dilatação da pupila quando viram aquela máquina na sua frente, pareciam querer tragar-me, devorar-me. Se eu tivesse coragem, também navegaria no seu mundo, compartilharia dos seus sonhos, será o que sonham esses pequeninos?

Mas o tempo, ah o tempo!!!
Ele não perdoa mesmo, não quer nem saber o que a gente ainda tem pra desfrutar, vai longo embora. Também eu tive que ir. Mas as lembranças, essas sim, permanecem.

Um comentário:

  1. Olá! Sou amigo da Carol de BsB e vim aqui dar uma olhada no seu espaço. Muito bacana esse texto e as fotos! Sempre temos muito que reaprender com as crianças - adoro estar com elas. Ainda mais essas que vivem em locais com infraestruturas precárias, são filósofas e as pessoas não sabem. Escrevi sobre uma experiência que tive no Vale do Jequitinhonha uns tempos atrás, falei no meu blog sobre o contato com as crianças e etc. Se animar, dê uma olhada lá depois! Voltarei aqui sempre que possível! =)

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