quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Por, Ludimila

Continuação de Infância liberdade e carência, as demais fotos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Na estrada




Quando eu perco a cabeça
Geralmente, perco o equilíbrio
Que o seu amarelo amanheça
Que sua cruz te dê brilho

Cadê o oxigênio do meu pulmão?
Pode ter ido com a madeira
Fez-se em boneco e cadeira.

Lembro daquele tapete
Recordo você no colchão
Sinto falta da minha metade,
Da metade do meu coração
Falta fogo nestes palitos
Agora metade pó,
Agora metade aflito

Faltam cores no meu colorido,
O meu preto é branco é tão vivo

Quando eu uso a cabeça
Sinto que estou no comando
As portas se abrem para mim
Por quê tantas tetas meu anjo?
Esta tua cara de diabo
Este teu corpo é uma canção
Não sabia onde estavam as cordas
Porquê você roubou-me o violão.

Ludimila Loureiro

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Considere os 37ºC, mas não somente isto

A bela São Luis, é um lugar encantado. Não poderia ser diferente, além do centro histórico, da cultura popular e das lindas praias, o povo conta história. Uma maravilha, lendas que misturam o sagrado com o profano, bem apropriado para o lugar. É isto que me prende nos lugares, não posso ver uma roda de gente conversando que eu quero saber sobre o que é.


































Quando estou em metrópoles costumo dizer que odeio gente, mas em cidades do interior são eles que fazem o lugar agradável.

As ruelas de Saint Louis (a colonia francesa), estreitas e pavimentadas com pedras, são os palcos mais apropriados para os espetáculos mais animados que já vi. Mesmo fora de época vê-se festas típicas.

Falando nas ruas estreitas, relembro que combinam perfeitamente com os quiosques das rendeiras e com os casarões e seus azulejos preservados até hoje e considerados como patrimônio da humanidade.






























Algumas praias, gente de todo tipo, em outras gente nenhuma. A gastronomia, em geral, é derivada de frutos do mar. Pescada e mariscos são os mais pedidos nos restaurantes, mas nas ruas a tapioca e o cuscuz de arroz fazem sucesso entre os turistas.


















sexta-feira, 17 de julho de 2009

Infância, Liberdade e Carência

Não, não, não.

Não me venha com essa que de que são marginais, destinados aquele fim triste.

Não, o menino pobre não vive só de sofrimento.

Me recuso acreditar nessa realidade. Criança é ser inocente, não sabe o que é pobreza, ela só sente, mas não sabe ainda o que é.
Eu mesma testemunho. Não fosse assim não teria conseguido extrair aqueles mais sinceros sorrisos.

Ele e criativo, inventa seus brinquedos, claro, não podia ser diferente. Daí eu fiquei curiosa, quis saber também como era estar alí, descalça - não só de sandálias, mas principlamnte descalça de preocupação, de medos, de preconceitos. Aquelas mãos pequenas, não raro, sujas me conduziam. E eu me deixei levar naquele morrão de terra, onde os meninos se atiravam com tanta alegria.

Quando me lembro daqueles olhos. Como me impressionaram, fazia tempo que não via um par como aqueles.
Me impressionaram o tamanho deles, a dilatação da pupila quando viram aquela máquina na sua frente, pareciam querer tragar-me, devorar-me. Se eu tivesse coragem, também navegaria no seu mundo, compartilharia dos seus sonhos, será o que sonham esses pequeninos?

Mas o tempo, ah o tempo!!!
Ele não perdoa mesmo, não quer nem saber o que a gente ainda tem pra desfrutar, vai longo embora. Também eu tive que ir. Mas as lembranças, essas sim, permanecem.