quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Por, Ludimila

Continuação de Infância liberdade e carência, as demais fotos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Na estrada




Quando eu perco a cabeça
Geralmente, perco o equilíbrio
Que o seu amarelo amanheça
Que sua cruz te dê brilho

Cadê o oxigênio do meu pulmão?
Pode ter ido com a madeira
Fez-se em boneco e cadeira.

Lembro daquele tapete
Recordo você no colchão
Sinto falta da minha metade,
Da metade do meu coração
Falta fogo nestes palitos
Agora metade pó,
Agora metade aflito

Faltam cores no meu colorido,
O meu preto é branco é tão vivo

Quando eu uso a cabeça
Sinto que estou no comando
As portas se abrem para mim
Por quê tantas tetas meu anjo?
Esta tua cara de diabo
Este teu corpo é uma canção
Não sabia onde estavam as cordas
Porquê você roubou-me o violão.

Ludimila Loureiro